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FORMA/RENDIMENTO: A GUILHOTINA DO GUARDA-REDES

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Fevereiro é um mês em que dá para adivinhar os principais contenders à Luva de Ouro da Liga e já é uma fase do campeonato em que qualquer interveniente pode ter mais recursos para distinguir os guarda-redes que fazem bons jogos, daqueles que fazem bons campeonatos. A missão de escolher o mais regular, tal como em 2018/2019, não se adivinha fácil por não existir um guarda-redes que se destaque claramente dos restantes. Os comportamentos e rendimentos estão a ser oscilantes e não há aquele nome que surja como linha estabilizadora entre os raios ascendentes e descendentes de forma íngreme.

 

Exemplos inúmeros: Odisseas Vlachodimos não foi feliz no clássico e mostrou-se contrário ao que vem exibindo – replicou com significância na Taça, frente ao Famalicão; Agustín Marchesín encontra-se numa fase exibicional mais precária, num decrescendo de forma evidenciado também nas abordagens no jogo com o Benfica; Luís Maximiano transita entre defesas relevantes na resposta a remates, como também é capaz de se expor em demasia e sofrer com isso (golo de Jackson);

 

Matheus Magalhães subiu degraus com as prestações de jogo global na Taça da Liga e nos momentos decisivos frente ao Gil Vicente, claudicou; Rafael Defendi exibia-se na plenitude e figuraria no pódio dos melhores, continuasse assim: expulso frente ao Boavista, foi atirado a um jogo que lhe pode custar o lugar (7-0 frente ao Vitória), caso decidam pontapear culpas para a baliza; Helton Leite está a crescer na limitação da pequena área pela obrigação de se tornar rentável – razão de Rafael Bracali não estar na suplência, mesmo com prestações de nível comparativamente superior; Douglas Jesus não adormece no trono do reino e vai sendo destaque quando é exposto (muitos golos, mas preocupação pelo
zero na sua baliza frente ao Fama); Mateus Pasinato pode se impulsionar pela assistência de cabeça, mas terá de incrementar níveis técnicos de maior qualidade para voar; Giorgi Makaridze é capaz de ser um guarda-redes de nível interessante numa sequência de jogos, mas eventualmente preconiza intervenções de menor segurança e abandona a baliza sem motivo aparente e daí geram-se as dúvidas sobre as excitações quanto à sua real qualidade.

 

A lista podia continuar. Enumerei casos que já tiveram o seu destaque, cada qual com teclas mais ou menos batidas nesta área, mas a figura do guarda-redes está sempre sujeita à inquisição. Por isso, para que o pescoço do guarda-redes não esteja na guilhotina, deve haver preparação para que se mantenha a regularidade: a chegada ao céu faz-se com quedas e com elevações, mas esta última nunca deve ter importância mais acrescida que a anterior.

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