UMA PAUSA QUE PODE VALER A ÉPOCA

 (1)    0

  News  

UMA PAUSA QUE PODE VALER A ÉPOCA

O primeiro interregno relevante do campeonato – não há Liga até dia 25 -, poderá resultar num esvaziar de pressão e aumento de nutrição (técnica, tática e física), para o que poderá ser o resto da temporada para os guarda-redes. Nestas pausas da Liga que encabeça o foco e os objetivos dos clubes, jogadores e treinadores específicos podem revisitar e analisar várias nuances que podem agora ser trabalhadas sem a pressão do resultado imediato (o próximo fim-de-semana – jogo em que é obrigatório pensar na vitória). Pela nossa Liga, vejo exemplos de guarda-redes que estão a precisar de respirar sem a pressão de melhorar performances ou corrigir abordagens – que obviamente levam semanas ou meses a serem detetadas, trabalhadas ou em último caso omitidas com a potenciação de outras valências -, ou até negligenciar elogios bloqueadores de progressão.

No Sporting, Renan Ribeiro deu entrada aos métodos de Pedro Alves, que sucedeu Nélson Pereira com a chegada de Jorge Silas. Pela construção e circulação de bola, o guarda-redes brasileiro será também exigido num estilo de jogo que não o fará desligar-se dos momentos de jogo e com um novo começo poderá encontrar a chave para começar a evitar o sofrimento na sua baliza – com e sem posse de bola -, tão massacrada em momentos que resultam ou não em golo adversário.

Em Vila do Conde, Pawel Kieszek tem deambulado entre os momentos de defesas vertiginosas e a permeabilidade por estar várias vezes entregue à invasão adversária ao espaço que é concedido pelo setor defensivo do Rio Ave – do controlo de profundidade à defesa da área. Fisicamente não acusa o passar dos anos (está com 35), e as interpretações mostradas em outras temporadas indicam possibilidade de maior rendimento – o jogo com o FC Porto poderá ser o trampolim para esse crescimento.

Na baliza do Belenenses as lacunas ficaram confirmadas na derrota frente ao Famalicão (3-1), e o que podia ser um resultado surpreendente tornou-se em mais um desaire, com as fraturas a serem expostas por Hervé Koffi. O guarda-redes emprestado pelo Lille ainda que destaque para olhos que procuram o espetáculo, é um argueiro nos olhos de quem olha procura por movimentos sem perda de referências, decisões consistentes e eficácia. Estará André Moreira tão distante de ser igual ou melhor do que aquilo que tem vindo a ser apresentado?

Com menores preocupações, Agustín Marchesín tem-se feito notar pela capacidade física como tem respondido a situações de aperto na baliza do FC Porto, mas o que é espetacular não é o que um clube desta dimensão precisa e se colocarmos à análise e interpretação tática, vemo-lo exposto e fora de alcance a bolas (algumas delas terminadas em golo, como os dois do Portimonense na sexta jornada), que seriam da perfeita capacidade de alguém com esta batelada motora – o controlo de profundidade em diferentes simulações de momentos de jogo nas próximas semanas poderá dar-lhe esse gatilho que nunca teve nas Américas.

 (1)    0

Your comment has been sent successfully. Thanks for comment!
Leave a Comment
Captcha
About us!
We are a website exclusive for goalkeepers !

Read more